sexta-feira, 16 de setembro de 2011

 
Coletividade

A coletividade é algo que não pode ser previsto nem rigidamente avaliado. Ela possui certa autonomia em relação a todos nós. Apesar da possível confusão, é importante ressaltar que a coletividade não é nós, ela não é medida ou mantém um processo conversacional com quem quer que seja, apesar de ela estar interagindo de alguma forma.

Primo (2005) ressalta que, embora os participantes da coletividade não se conheçam ou a conversação entre eles não seja viável, os membros compartilham recursos e bens produzidos. Como exemplo disso, pode-se destacar os verbetes do site Wikipedia. Eles podem ser produzidos e aumentados sem o planejamento prévio de alguém, visto que todas as decisões vão sendo tomadas durante o processo e o sujeito que as toma não é importante. Em outras palavras, o quem fez tal coisa não é relevante para a coletividade, mas sim o andamento de todos os processos em sua forma ampla.
Sendo assim, pode-se inferir que entre eu e a coletividade não existe qualquer laço, apesar de haver a participação de ambos no processo social. O que existe é apenas uma interação reativa regulada por protocolos digitais. Não existe um impacto na produção e interpretação dos enunciados, pois mesmo que uma pessoa demonstre emoção pela coletividade, ela não o reconhece.

Todos nós contribuímos, de alguma forma com a coletividade, mesmo que de maneira anônima, não-deliberada ou acidental. Primo (2005) exemplifica: “Quando eu escrevo em um verbete na Wikipédia,o verbete está, a princípio, interagindo com a coletividade. Ele passa a participar de um texto coletivo escrito pela coletividade. As alterações que eu efetuar no texto ocorrem em cooperação com a coletividade”.

Outro ponto a ressaltar é que não podemos exigir que a coletividade tenha um padrão moral necessário, nem que sua produção seja sempre importante ou precisa.
fonte: google

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